23 de novembro de 2012

Coisas de beijos e afins #

Ontem apercebi-me da banalidade do beijo. Principalmente aquele que é dado quando cumprimentamos alguém. Damos apenas por dar, porque faz parte, porque é já tradição. É um beijo sem sentimento, oco, totalmente vazio. E eu nunca me tinha apercebido disso até ao dia de ontem, no momento em que abracei e beijei com todo o sentimento a senhora minha mãe. E é isto que me preocupa: há quanto tempo andamos nós a distribuir beijos vazios e ocos de sentimento pelas pessoas que mais gostamos? Há quanto tempo não beijava assim a minha mãe? Depois percebi que esta (minha) grande mulher e mãe tem toda a razão quando se queixa e diz que não lhe dou a atenção e o carinho que merece. Porque se há pessoas que merecem os nossos beijos vazios, há outras tantas que só merecem os nossos beijos cheios de sentimento, afinal foi tudo o que sempre nos deram desde que respiramos no primeiro segundo de vida. Agora é a altura de retribuir, é hoje que damos os beijos com sentimento, não amanhã (...) porque amanhã é sempre tarde demais!

4 comentários:

mónica disse...

concordo plenamente! um beijo sentido para ti:)

* A n i disse...

Outro beijo sentido para ti, Mónica :)

vera • disse...

gosto :)

* A n i disse...

Obrigada Vera :)