22 de fevereiro de 2008

19 aninhos

Expressões como "Felicidades", "Feliz Aniversário" e"Parabéns" estão a preencher o meu dia. Alguns telefonemas, mais umas quantas mensagens escritas. Acontece uma vez por ano. Toda aquela gente, todos aqueles amigos se lembram de mim. E isso acaba por ser bonito de vislumbrar.
Com o ânimo no topo é como me sinto. É bom ver que há pessoas importantes que não se esquecem de mim, por maior que seja a distância entre nós. "Não há distância para quem se gosta", já alguém o disse um dia.

"Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado.
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia,
Agora eu sei."

17 de fevereiro de 2008

Expor nas palavras o sentimento *

Era uma vez uma folha em branco. Nessa folha projectou-se algo. Algo material e palpável, com a tinta da fé que corria do coração. Surgiu o terreno, pela Igreja, inundando de esperança o projecto conseguido. Materiais não faltaram. Os alicerces foram mais do que suficientes para dar origem à verdadeira construção. Alicerçada em amor e cimentada em paz, cobriu-se de tijolos de harmonia e tinta de compaixão. De porta virada para o mundo e janelas tornadas para o céu, a luz de Deus caiou-a de branco-paz e permitiu que outros a vissem. Vendo a força desta casa, a imponência dos seus alicerces, outros se atreveram a ter esperança e a fazer os seus projectos. Construíram o amanhã no dia de hoje! Construamo-lo nós também, com os alicerces desta casa, que é a fé de todos nós.

By: Ana Pereira e Pedro Mota

16 de fevereiro de 2008

Viver a vida

Os dezoito anos estão mesmo a acabar, e dou por mim a pensar nos vários momentos que foram invadindo a minha vida. A entrada na faculdade, a mudança de curso, as novas amizades, o surgir de problemas com os quais nunca me imaginaria envolvida, o crescer no tempo e no espaço. Responsabilidades acrescidas têm surgido também. Possivelmente chegou a hora de saber o que é a vida chamada "a sério". Confesso que me sinto assustada, com medo de falhar. Medo de desiludir. Mas tudo na vida se aprende com os erros. Por isso vou vivê-la enquanto tenho tempo para fazê-lo.

14 de fevereiro de 2008

O Observar no dia 14

Dei por mim sentada em pleno shopping simplesmente a observar as pessoas que por ali passavam. Uns mais carinhosos, outros mais brincalhões, e ainda outros um tanto ou quanto apaixonados. E muitos foram os casais que por ali passaram. Mas foi aquele casal de idosos que me chamou a atenção e me fez pensar. Como é bonito ver que com o passar do tempo eles continuam juntos, unidos. Antigamente era tudo tão diferente. Quando existia um problema tentava-se resolver, não é como agora. E nisso vejo o bom exemplo dos paizinhos lá em casa. É bom ver que eles não desistem à primeira.
Como eu costumo dizer, não tenho medo de estar sozinha nos próximos anos. Mas tenho imenso medo de acabar os meus dias sozinha. Tenho sim, e não tenho preconceitos em dizê-lo. Sou assim, e não há nada a fazer.

Impressões

Há histórias que na primeira impressão nos podem parecer um tanto ou quanto estranhas. E por mais que pensemos numa explicação esta nunca nos surge, porque estamos sempre com o pensamento virado para aquela teoria que é a que nos parece mais evidente. Com a conversa, as coisas acabam por se tornar mais claras, e até pode não ser nada de importante. Concordo. Mas a reacção inicial acabamos sempre por tê-la, já é instintiva. Pensamos sempre no pior, e nunca no melhor. Acho mesmo que o ser humano já é assim por natureza. Há maneiras e maneiras, e cada um age da forma que acha melhor. Não podemos estar sempre todos de acordo.

8 de fevereiro de 2008

Régua: só de passagem

Régua, casa, lar, pais, família, união, amor, amigos. Já sentia saudades de tudo isto. As pequenas brincadeiras com a mãe, as implicâncias dela por estar sempre no pc, o estar na cama até mais tarde, o tratar de pequenas coisas cá em casa, os passeios pelo cais, o estar com os amigos, as idas ao café, as conversas sem nexo mas que tanto nos fazem rir. É tanta coisa que me prende a esta tão pequena cidade, e tanta coisa me faz pensar duas vezes se o meu futuro passará mesmo por aqui. Nem à uma semana estou cá e já me sinto farta de cá estar. É sempre a mesma coisa, é rotineiro. Quando saio à rua todos sabem, todos vêm. E não me admira nada que reparem em tudo o que trago vestido, é o hábito. "E porque será que aquele já não tem aquilo?", "E porque será que ele vem aqui todos os dias?". Mas esta gente não tem mais nada que fazer se não falar da vida dos outros? Até devem ter mas acham mais importante estar atentos à vida dos outros.
A Régua é bonita sim. Mas quando vier cá só de passagem vou gostar ainda mais dela.

7 de fevereiro de 2008

Te Busque *

"Te busque de bajo de las piedras y no te-encontre
En la mañana fria y en la noche te-busque
Hasta enloquecer
Pero tu llegaste a mi vida como una luz
Sanando las heridas de mi corazon
Haciendo me-sentir vivo otra vez"

Só porque é um dos meus novos vícios musicais.

6 de fevereiro de 2008

Sozinha, saturada

Como a solidão nos invade do nada. E ficamos de tal maneira aterrorizados. Sinceramente, não entendo a situação. E não sei se quero entender, tenho medo do final da história. Juro que estou farta de "dar nós à cabeça" e nada me sai. Não entendo, não entendo e não entendo. Será que é por isto, ou por aquilo? Só queria uma resposta, uma certeza daquilo que devo fazer. Estou saturada desta minha incerteza na vida.