29 de abril de 2008

Pronta a mudar

Quando cheguei hoje ao comboio só queria descansar um pouco, ter um certo espaço de tempo para gastar com os meus pensamentos. Toda uma dor de cabeça me enervava e o meu corpo também não estava na melhor forma.
Contudo, as minhas preces não foram atendidas. Uma cambada de pitas não se calou a viagem toda. Ora porque se riam com as suas estrondosas gargalhadas, ora porque soltavam aqueles seus guinchos irritantes, ou então porque diziam em alto e bom som aquelas palavras feias que evitamos pronunciar em público.
Mas todo este barulho me fez pensar na postura das pessoas. Na minha postura. E conforme eu fiz juízos destes miúdas, assim os outros fazem juízos de mim. E cada vez mais tenho que ter cuidado com isso. O riso, principalmente em público, deve ser mais silencioso e discreto. A minha maneira de falar não deve ser baseada na brutalidade e num tom de volume alto, bem pelo contrário. Os palavrões que só saem quando estou entre amigos, até esses devem ser controlados. Cada vez mais acho que a mãezinha tem razão, como sempre.
Não gostaria nada de ser confundida com uma dessas miúdas.
Talvez esteja na hora de mudar...

22 de abril de 2008

Receios, medos e dúvidas

Receios, medos e dúvidas ocuparam durante largo tempo o meu pensamento. Medo de sofrer, de me magoar. Medo de me enganar. Medo de te enganar. Medo de sentir. Medo de não vir a sentir. Puro e real medo que teimava em não desaparecer dali.
Com o tempo passado a teu lado, todos os meus receios foram desaparecendo. Não me perguntes qual a fórmula que usaste, ou o que fizeste tu para tal acontecer. Mas o que é certo é que conseguiste.
Hoje o meu único e grande medo é perder-te. Mas é o medo que tento recalcar e apagar de dia para dia, afinal não tenho motivos para tê-lo e senti-lo. Estou com a pessoa que gosto e é tal o meu estado de felicidade que todos os meus receios, medos e dúvidas são esquecidos.

20 de abril de 2008

Lembraste?

Só Tu...

De todos que me beijaram,
De todos que me abraçaram,
Já não me lembro, nem sei...
São tantos os que me amaram!
São tantos os que eu amei!

Mas tu, que rude contraste...
Tu, que jamais me beijaste,
Tu, que jamais abracei,
Só tu, nesta alma ficaste, de todos os que eu amei...

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19 de abril de 2008

Feliz contigo *

A tua mão na minha.
O teu olhar.
O teu beijo.
O teu abraço.
O teu carinho.
A tua amizade.
O teu amor.
Estar contigo é crucial para mim!

Já tinhas sido meu e fugiste-me entretanto. Agora voltaste e eu sinto-me segura de que não te vou perder outra vez. Porque sinto e vejo que o sentimento é puro e sincero em toda a sua essência. Porque estou bem quando tu também estás, mas fico mal se tu assim ficares. Porque muitas vezes choro por continuar com um certo receio de te perder. Porque és importante para mim. Porque me conheces como ninguém. Porque me completas. Porque sou Feliz contigo.

O tempo passa e a vida segue

Entendo que quando uma relação acaba seja custoso aceitar tal situação. Entendo que as pessoas sofram. Entendo que as pessos se sintam sozinhas e abandonadas. Entendo que continuem a lutar pela pessoa, sendo crentes que assim é que vão encontrar e estar a lutar pela felicidade.
Não entendo quando essas pessoas, depois de levarem um "não" e saberem que a outra pessoa até já encontrou a sua felicidade, continuam a tentar. Sim, já sei que continuam a lutar pela felicidade mas... Acordem minha gente! A vida não é um mar de rosas e é feita de perdas e desilusões. Não há necessidade de continuarem a iludir-se, não há necessidade de continuarem a sofrer.
Quando surge a palavra "acabou" não é, de todo, meu hábito andar atrás feita tolinha. A expressão é dura e crua mas é bem explícita, simples e directa.
O tempo passa e a vida segue.
Vivam enquanto podem, não sejam meras personagens secundárias das vossas próprias vidas. Eu vou fazer o mesmo, e ser a personagem principal da minha.

18 de abril de 2008

Ser repreendida e ter controle: senti-me diferente mas bem comigo mesma

Por mais que as pessoas fiquem admiradas quando eu digo que tenho apenas 19 anos, por mais que as pessoas digam que tenho maturidade a mais, por mais que as pessoas digam que até já sou "adulta", continuo a ser aquela menininha adolescente com todas as suas dúvidas, receios e uma enorme vontade de viver.
Errei e continuo a errar em muita coisa na vida. Hoje foi bom ser repreendida e ouvir conselhos por parte dos adultos "a sério". Aprendi que uma crítica não é, de todo, para o nosso mal. Bem pelo contrário, percebi que se elas são elaboradas e dirigidas a mim é porque há pessoas que se preocupam comigo, é porque há pessoas a quem não sou indiferente, é porque essas pessoas reparam nesta pequena personagem que aqui se apresenta, é porque elas até gostam realmente de mim. Consigo agora ver o lado positivo das críticas, e sinto-me satisfeita por té-las aceite tão bem há pouco, sem torcer este meu narizinho empinado. É bom saber ouvir sem reagir impulsivamente. É bom ter controle.
Vou continuar a tentar mudar, o bem é para mim...
... e para quem me atura!